Odontologia do Sono

Tratamento de ronco e apneia do sono em São Paulo

14 min de leitura
Consultório da Dra. Tania Tamashiro, referência em tratamento de ronco e apneia do sono em São Paulo, na Vila Mariana

Tratamento de ronco e apneia do sono em São Paulo: o guia completo

Se você chegou até aqui, provavelmente há um dos dois cenários em jogo: você ronca e já percebeu que o sono não repara mais, ou você dorme ao lado de alguém que ronca e para de respirar durante a noite. Nos dois casos, a pergunta é a mesma — onde e como fazer, de verdade, o tratamento de ronco e apneia do sono em São Paulo.

Este guia foi escrito para responder isso de ponta a ponta: como se faz o diagnóstico hoje (sem dormir em laboratório), quais são todos os tratamentos disponíveis, qual deles serve para cada nível de gravidade, quanto tempo cada um leva, o que esperar de resultado, quanto custa e quais erros fazem pacientes perderem anos tratando o sintoma errado.

A Dra. Tania Tamashiro é dentista com ênfase em odontologia do sono e também ortodontista, e atende em Rua Dr. Neto de Araújo, 320 - Sala 608 - Vila Mariana - São Paulo - SP, CEP 04111-001 — Vila Mariana, a poucos minutos das estações Vila Mariana, Ana Rosa e Santa Cruz do metrô.

Antes de tudo: ronco e apneia não são a mesma coisa

O ronco é o som da via aérea estreitada vibrando com a passagem do ar. A apneia obstrutiva do sono (AOS) é o passo seguinte: a via aérea não apenas estreita, ela fecha — e a respiração para por alguns segundos, várias vezes por hora, noite após noite.

A diferença é clínica e prognóstica. Ronco primário incomoda o casal. Apneia não tratada está associada a hipertensão de difícil controle, arritmias, aumento do risco de infarto e AVC, resistência à insulina, refluxo, queda de libido, perda de memória e sonolência ao volante.

  • Ronco simples: barulho contínuo, sem pausas, sem sonolência importante durante o dia.
  • Apneia leve a moderada: ronco irregular com pausas e engasgos, cansaço ao acordar, dor de cabeça matinal, vontade de cochilar à tarde.
  • Apneia grave: pausas frequentes e longas, queda importante do oxigênio, sonolência que já atrapalha trabalho e direção, pressão alta associada.

A boa notícia: os três cenários têm tratamento. A má notícia: eles não têm o mesmo tratamento — e é por isso que qualquer solução escolhida antes do exame do sono é chute.

Passo 1 — O exame do sono, hoje feito na sua casa

O exame que define o diagnóstico é a polissonografia. Ela mede o índice de apneia-hipopneia (IAH), ou seja, quantas pausas respiratórias acontecem por hora de sono, além da saturação de oxigênio, frequência cardíaca, posição do corpo e intensidade do ronco.

Por décadas, isso significava passar uma noite em um laboratório do sono, cheio de sensores, dormindo mal justamente na noite em que se pretendia medir o sono. Em São Paulo, isso ainda é oferecido — e continua sendo necessário em casos específicos —, mas para a maioria dos pacientes já existe caminho melhor.

No consultório da Dra. Tania, o exame é feito com o Biologix: você retira o dispositivo, recebe as orientações, dorme na sua própria cama, na sua rotina real, e os dados são processados no dia seguinte. Nada de fila de laboratório, nada de noite artificial.

  • IAH abaixo de 5: ronco sem apneia relevante.
  • IAH entre 5 e 15: apneia leve.
  • IAH entre 15 e 30: apneia moderada.
  • IAH acima de 30: apneia grave.

Esse número, somado ao exame clínico da boca, da mandíbula, da articulação e da via aérea, é o que define o tratamento. Não o marketing de um aparelho, não a opinião de um conhecido que se tratou.

Dra. Tania Tamashiro, dentista do sono e ortodontista em São Paulo

Passo 2 — Todos os tratamentos, sem romantizar nenhum

### Aparelho intraoral de avanço mandibular

É um dispositivo feito sob medida, usado só para dormir, que projeta a mandíbula levemente para frente e mantém a via aérea aberta. É o tratamento de primeira linha para ronco primário e para apneia leve e moderada, e alternativa consagrada para apneia grave em quem não tolera o CPAP.

  • A favor: silencioso, portátil, sem energia elétrica, sem máscara, adesão alta (a maioria usa todas as noites), reversível.
  • Contra: exige dentes e articulação em condições adequadas, precisa de ajustes progressivos, e em apneia muito grave raramente resolve sozinho.
  • Prazo: moldagem e entrega em algumas semanas; melhora do ronco em geral nas primeiras noites; titulação do avanço ao longo de 1 a 3 meses.

### CPAP

Aparelho que insufla ar sob pressão por uma máscara, mantendo a via aérea aberta mecanicamente. É o padrão-ouro de eficácia para apneia grave: bem usado, praticamente zera o IAH.

  • A favor: eficácia altíssima, independe da anatomia dentária.
  • Contra: adesão é o ponto fraco — parte importante dos pacientes abandona por incômodo da máscara, ressecamento, ruído ou dificuldade em viagens.
  • Realidade prática: um CPAP na gaveta trata zero apneia. Quando não há adesão, o aparelho intraoral usado todas as noites entrega mais saúde do que o CPAP perfeito que ninguém usa.

### Tratamento fonoaudiológico (terapia miofuncional)

Exercícios específicos para língua, palato e musculatura da faringe. Reduz ronco e melhora o IAH em casos leves e moderados, e potencializa o resultado do aparelho intraoral. Raramente é suficiente sozinho em apneia moderada a grave, mas é um complemento valioso.

### Perda de peso e acompanhamento com endocrinologista

A gordura cervical estreita a via aérea. Reduções de 10% do peso corporal podem cair o IAH de forma significativa. Quando o sobrepeso faz parte do quadro, tratar apenas a via aérea é tratar metade do problema — por isso o encaminhamento ao endocrinologista entra no plano.

### Otorrinolaringologia e cirurgia

Desvio de septo, rinite crônica, hipertrofia de amígdalas e adenoides, pólipos: obstrução nasal impede respirar pelo nariz e sabota qualquer tratamento. Nesses casos o otorrino vem primeiro. Cirurgias de via aérea e cirurgia ortognática têm indicação real, mas são reservadas a casos selecionados, depois de diagnóstico completo — não são ponto de partida.

### Terapia posicional e higiene do sono

Alguns pacientes só têm apneia em decúbito dorsal (de barriga para cima). Nesses casos, o treinamento posicional reduz eventos. Álcool à noite, sedativos, privação de sono e horários irregulares agravam qualquer quadro — ajustar isso é gratuito e muda o resultado.

Passo 3 — Qual tratamento serve para o seu caso

  • Ronco primário, sem apneia: aparelho intraoral, com apoio do tratamento fonoaudiológico e ajustes de rotina. Resultado costuma ser rápido e muito perceptível para o parceiro.
  • Apneia leve (IAH 5–15): aparelho intraoral como primeira escolha, associado a perda de peso e terapia miofuncional quando indicados.
  • Apneia moderada (IAH 15–30): aparelho intraoral bem titulado é opção legítima e frequentemente escolhida, com reavaliação por novo exame do sono para comprovar a resposta.
  • Apneia grave (IAH acima de 30): CPAP é a primeira indicação. Se houver intolerância comprovada, o aparelho intraoral entra como alternativa, muitas vezes combinado a outras condutas.
  • Obstrução nasal importante em qualquer nível: otorrino em paralelo, sempre.

Passo 4 — Como saber se o tratamento funcionou (a etapa que quase todo mundo pula)

Parar de roncar é um sinal, não uma prova. Ronco reduzido com apneia mantida é uma armadilha perigosa: o casal dorme melhor e o coração continua sob estresse todas as noites.

Por isso o tratamento correto sempre inclui reavaliação objetiva: um novo exame do sono com o aparelho em uso, depois da titulação. É esse exame que mostra se o IAH caiu, se a saturação de oxigênio se manteve segura e se o avanço mandibular precisa ser ajustado.

  • Sinais clínicos de sucesso: acordar descansado, sonolência diurna que desaparece, dor de cabeça matinal que cessa, humor e concentração melhores, parceiro relatando noites silenciosas.
  • Confirmação objetiva: queda do IAH para faixa segura e saturação mínima preservada no exame de controle.

Erros que fazem pacientes perderem anos

  1. Comprar aparelho antirronco pronto de farmácia ou internet: sem medida, sem titulação e sem diagnóstico, pode mascarar apneia grave e machucar dentes e articulação.
  2. Tratar sem exame do sono: é escolher remédio sem saber a doença.
  3. Aceitar o ronco como característica da família: ronco alto e diário não é herança, é sintoma.
  4. Abandonar o CPAP em silêncio: quem não se adaptou precisa voltar e revisar a conduta, não desistir do tratamento.
  5. Achar que ser magro exclui apneia: anatomia de mandíbula recuada, língua volumosa e palato estreito causam apneia em pessoas magras e jovens.
  6. Parar no primeiro alívio: sem acompanhamento e ajustes, o resultado se perde ao longo dos anos.

Por que fazer o tratamento em São Paulo com a Dra. Tania Tamashiro

São Paulo tem excelentes centros de sono, e é justamente por isso que o diferencial não está em ter acesso a tecnologia — está em como o caso é conduzido. O trabalho da Dra. Tania se apoia em três pilares:

  • Diagnóstico antes de tratamento: nenhum plano é iniciado sem exame do sono analisado com calma, caso a caso.
  • Exame domiciliar com Biologix: você dorme em casa, na sua rotina, e o resultado chega sem fila de laboratório.
  • Ortodontia somada à odontologia do sono: como também é ortodontista, ela avalia mordida, articulação e posição dentária — o que muda a qualidade e a durabilidade do aparelho intraoral.
  • Encaminhamento multidisciplinar honesto: quando o seu caso pede CPAP, otorrino, fonoaudiólogo, endocrinologista ou cirurgia, isso é dito com clareza. O objetivo é tratar o seu sono, não vender um dispositivo.
  • Tratamento contínuo: retornos de ajuste e reavaliação fazem parte do plano, porque apneia é condição crônica e exige acompanhamento.

Como começar e quanto custa

Há duas formas de iniciar: a 1ª consulta (sem polissonografia), para quem já tem o exame em mãos, e a 1ª consulta completa (incluindo o exame de polissonografia com nosso Biologix), para quem prefere resolver diagnóstico e avaliação de uma vez. Os valores são informados pelo WhatsApp antes do agendamento, sem surpresa.

O consultório fica em Rua Dr. Neto de Araújo, 320 - Sala 608 - Vila Mariana - São Paulo - SP, CEP 04111-001, com fácil acesso por metrô (Vila Mariana, Ana Rosa e Santa Cruz), pela Avenida Domingos de Morais e pela Rua Vergueiro — e a poucos minutos de Paraíso, Aclimação, Saúde, Vila Clementino, Moema e Ipiranga.

Perguntas frequentes

Aparelho intraoral dói ou atrapalha o sono?

Nos primeiros dias é comum sensação de pressão nos dentes e salivação, que passa. Como é feito sob medida e ajustado progressivamente, o conforto é muito superior aos modelos prontos.

Preciso usar o aparelho para sempre?

A apneia é crônica, então o tratamento é contínuo — assim como óculos para quem tem miopia. O que muda com o tempo são os ajustes e o acompanhamento.

Aparelho intraoral substitui o CPAP?

Em ronco e apneia leve a moderada, com frequência sim. Em apneia grave, ele é alternativa para quem não tolera o CPAP, e a decisão é sempre baseada no exame.

Quanto tempo até parar de roncar?

A maioria dos pacientes percebe redução importante do ronco nas primeiras noites de uso, com melhora progressiva ao longo da titulação.

Ronco de criança é igual?

Não. Em crianças, ronco e respiração pela boca pedem avaliação precoce de amígdalas, adenoides e crescimento facial — e a abordagem é diferente da do adulto.

O próximo passo

Ronco diário e sono que não repara não são frescura nem hábito: são sinais de que a sua respiração está sendo interrompida todas as noites. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples o tratamento — e mais anos de saúde preservados.

Fale com a Dra. Tania Tamashiro pelo WhatsApp e agende sua avaliação para tratamento de ronco e apneia do sono em São Paulo. O primeiro passo é o exame do sono feito na sua casa; o resto é construído a partir do seu caso.

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