Odontologia do Sono

Ronco e apneia do sono

9 min de leitura
Aparelho intraoral em modelo dental usado no tratamento de ronco e apneia do sono

Ronco e apneia do sono: o que são, de fato

O ronco é o som produzido quando o ar encontra resistência ao passar pela garganta durante o sono, fazendo os tecidos moles vibrarem. A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um passo além: a via aérea se fecha parcial ou totalmente por alguns segundos, várias vezes por noite, interrompendo a respiração e a oxigenação do corpo.

Nem todo ronco é apneia — mas o ronco é o sinal de alerta mais frequente. Por isso, quem ronca todas as noites merece uma investigação, e não apenas um paliativo.

Sintomas de ronco e apneia do sono

  • Ronco alto, irregular, com pausas seguidas de engasgo.
  • Acordar com a sensação de sono não reparador, mesmo dormindo 8 horas.
  • Sonolência excessiva durante o dia, cochilos involuntários.
  • Dor de cabeça matinal, boca seca ou garganta irritada ao acordar.
  • Idas frequentes ao banheiro durante a noite.
  • Irritabilidade, falta de foco e queda de memória.
  • Em crianças: respiração pela boca, sono agitado, dificuldade escolar.

Por que acontece: as causas mais comuns

A obstrução da via aérea tem origens diferentes em cada paciente — e é justamente por isso que não existe tratamento único. Entre os fatores mais comuns estão a posição da mandíbula e da língua, o excesso de peso, o formato do palato e das amígdalas, obstruções nasais, uso de álcool ou sedativos à noite, envelhecimento dos tecidos e fatores hereditários.

Os riscos de não tratar

Cada apneia gera queda de oxigênio e um microdespertar. Repetido centenas de vezes por noite, esse ciclo sobrecarrega o organismo. A apneia do sono não tratada está associada a hipertensão de difícil controle, arritmias, infarto, AVC, diabetes tipo 2, ganho de peso, refluxo, redução da libido, ansiedade, depressão e maior risco de acidentes de trânsito e de trabalho.

Há também o impacto na relação: casais que passam a dormir em quartos separados por causa do ronco. Tratar o ronco melhora o sono de duas pessoas ao mesmo tempo.

O diagnóstico começa pela polissonografia

Nenhum tratamento sério de ronco e apneia do sono começa sem exame. A polissonografia mede a respiração, a saturação de oxigênio, a frequência cardíaca, a posição do corpo e o índice de apneia-hipopneia (IAH) — número de eventos por hora de sono.

  • IAH até 5: sem apneia (pode haver ronco primário).
  • IAH de 5 a 15: apneia leve.
  • IAH de 15 a 30: apneia moderada.
  • IAH acima de 30: apneia grave.

Hoje o exame pode ser feito em casa, com o Biologix: você usa o dispositivo por uma noite no seu próprio quarto e os dados são convertidos no laudo da polissonografia. É mais confortável, mais fiel à sua rotina real e evita a noite no laboratório do sono.

Como a Dra. Tania Tamashiro conduz o caso

  1. Consulta inicial com anamnese detalhada do sono, da respiração e da saúde geral.
  2. Exame clínico da boca, dentes, mordida, articulação e vias aéreas.
  3. Polissonografia — trazida pelo paciente ou realizada em casa com o Biologix.
  4. Análise criteriosa do exame para definir o tipo e a gravidade do caso.
  5. Indicação do tratamento adequado, com acompanhamento a longo prazo.

Tratamentos para ronco e apneia do sono

  • **Aparelho intraoral de avanço mandibular**: feito sob medida, usado apenas para dormir. Indicado no ronco primário e na apneia leve a moderada, e também em apneia grave quando há intolerância ao CPAP. É o tratamento realizado pela Dra. Tania Tamashiro.
  • **CPAP**: aparelho que mantém a via aérea aberta com pressão de ar. Padrão de referência em muitos casos graves.
  • **Tratamento fonoaudiológico**: exercícios de tonicidade da musculatura da boca, língua e faringe, muitas vezes complementares.
  • **Acompanhamento com endocrinologista**: essencial quando o excesso de peso é fator determinante da obstrução.
  • **Avaliação cirúrgica**: indicada em alterações anatômicas específicas (nariz, amígdalas, estruturas ósseas).
  • **Mudanças de hábito**: higiene do sono, evitar álcool à noite, controle de peso e atenção à posição de dormir.

Como funciona o aparelho intraoral

O aparelho posiciona levemente a mandíbula para frente, impedindo que a língua e os tecidos moles caiam para trás durante o sono. O resultado é uma via aérea mais estável: menos vibração (ronco) e menos episódios de obstrução (apneia). Muitos pacientes percebem melhora do ronco nas primeiras noites; a resposta da apneia é confirmada com um novo exame após alguns meses de uso.

Como é confeccionado sob medida, o conforto é muito superior ao de dispositivos prontos de farmácia — que, além de ineficazes em muitos casos, podem gerar dor na articulação e movimentação indesejada dos dentes.

Perguntas frequentes

**Roncar sempre significa apneia?** Não. Existe ronco primário, sem apneia. Só o exame diferencia com segurança.

**Aparelho intraoral serve para qualquer caso?** Não. Ele é excelente em muitos casos, mas a indicação depende da polissonografia e do exame clínico.

**O tratamento tem alta?** O sono precisa de acompanhamento contínuo: retornos periódicos ajustam o aparelho e mantêm o resultado ao longo dos anos.

**Preciso ter o exame antes da primeira consulta?** Não. Se você ainda não tem, a primeira consulta completa já inclui o exame de polissonografia com o Biologix.

Onde tratar ronco e apneia do sono em São Paulo

O atendimento acontece na Rua Dr. Neto de Araújo, 320 - Sala 608 - Vila Mariana - São Paulo - SP, CEP 04111-001, de segunda a quinta das 9h às 18h e sexta das 9h às 17h, com horário marcado. Se você ronca, acorda cansado ou alguém já notou pausas na sua respiração, fale pelo WhatsApp e agende sua avaliação — dormir bem é tratamento de saúde, não luxo.

Quer avaliar seu caso com a Dra. Tania?

Análise criteriosa da polissonografia e um plano personalizado para você voltar a dormir bem.

Quero melhorar meu sono

Continue lendo