Odontologia do Sono

Apneia obstrutiva do sono: sintomas, causas e tratamentos

9 min de leitura
Kit Biologix para exame de polissonografia domiciliar

O que é a apneia obstrutiva do sono

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a interrupção repetida da respiração durante o sono, causada pelo colapso das vias aéreas superiores. Cada pausa dura pelo menos 10 segundos, reduz o oxigênio no sangue e obriga o cérebro a promover um microdespertar para retomar a respiração. O paciente raramente percebe — mas o corpo sente.

Sintomas mais comuns

  • Ronco alto e irregular, com engasgos ou pausas percebidas por quem dorme junto.
  • Sonolência excessiva durante o dia, mesmo após muitas horas na cama.
  • Cansaço ao acordar e dor de cabeça matinal.
  • Dificuldade de concentração, memória ruim e irritabilidade.
  • Boca seca ao acordar e vontade de urinar várias vezes à noite.
  • Queda da libido e alterações de humor.

Principais causas e fatores de risco

  • Excesso de peso e aumento da gordura cervical.
  • Mandíbula retraída, arcada estreita ou queixo pequeno.
  • Amígdalas e adenoides aumentadas (muito relevante em crianças).
  • Obstrução nasal crônica: rinite, desvio de septo, pólipos.
  • Consumo de álcool à noite, tabagismo e sedativos.
  • Idade avançada, sexo masculino e histórico familiar.
  • Hipotireoidismo e outras alterações endócrinas.

Por que a apneia é perigosa

A repetição das quedas de oxigênio ativa o sistema nervoso simpático noite após noite. O resultado é uma associação consistente com hipertensão de difícil controle, arritmias, infarto, AVC, diabetes tipo 2, ganho de peso, depressão e maior risco de acidentes de trânsito por sonolência.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é sempre objetivo, feito pela polissonografia. O exame mede o índice de apneia-hipopneia (IAH), a saturação de oxigênio, a frequência cardíaca, a posição corporal e o ronco.

  • **IAH até 5**: dentro da normalidade.
  • **IAH de 5 a 15**: apneia leve.
  • **IAH de 15 a 30**: apneia moderada.
  • **IAH acima de 30**: apneia grave.

Hoje o exame pode ser feito na sua própria cama: o Biologix é retirado no consultório, usado por uma noite em casa e devolvido — os dados são processados e transformados no laudo de polissonografia.

Tratamentos disponíveis

  • **Aparelho intraoral sob medida**: avança a mandíbula e mantém a via aérea aberta. Indicado em ronco e apneia leve a moderada e em casos graves com intolerância ao CPAP.
  • **CPAP**: pressão positiva contínua, referência em apneias graves.
  • **Tratamento fonoaudiológico**: fortalece a musculatura da faringe e da língua.
  • **Endocrinologista**: fundamental quando o excesso de peso é a causa dominante.
  • **Cirurgia**: nasal, faríngea ou de avanço maxilomandibular, conforme a anatomia.
  • **Mudanças de hábito**: sono regular, controle de peso, evitar álcool à noite e terapia posicional.

O papel do dentista do sono

A Dra. Tania Tamashiro, ortodontista com ênfase em Odontologia do Sono, analisa a polissonografia com critério antes de qualquer conduta. Quando o aparelho intraoral é a melhor opção, ele é confeccionado sob medida e ajustado nos retornos; quando não é, o encaminhamento é feito para o especialista adequado.

Atendimento na Rua Dr. Neto de Araújo, 320 - Sala 608 - Vila Mariana - São Paulo - SP, CEP 04111-001, de segunda a quinta-feira das 9h às 18h e na sexta-feira das 9h às 17h, sempre com horário marcado.

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