Sintomas e causas

Respiração bucal: causas, consequências e tratamento

11 min de leitura
Consultório da Dra. Tania Tamashiro para avaliação de respiração bucal e mordida

Respirar pela boca faz mal?

A boca é uma rota de emergência, não a via ideal para respirar continuamente. O nariz filtra, aquece e umidifica o ar. Quando a respiração bucal se torna habitual, boca e garganta ressecam, a língua muda de posição e o sono pode ficar mais ruidoso e fragmentado. Em crianças, o problema persistente também pode influenciar o crescimento da face e a formação da mordida.

Respirar pela boca durante um resfriado é esperado. O sinal de alerta é manter os lábios abertos em repouso, dormir de boca aberta ou depender dessa via por semanas e meses. Nessa situação, é preciso descobrir se há obstrução real, hábito muscular ou os dois.

Principais causas

  • Rinite alérgica e congestão nasal persistente.
  • Desvio de septo, pólipos ou alterações estruturais do nariz.
  • Amígdalas e adenoides aumentadas, sobretudo em crianças.
  • Palato estreito e pouco espaço nasal.
  • Postura baixa da língua e falta de selamento dos lábios.
  • Hábitos prolongados, como chupeta e sucção de dedo.
  • Obesidade e alterações respiratórias do sono.

Sinais durante o dia e a noite

Boca seca, mau hálito, lábios rachados, gengiva irritada e necessidade de beber água ao acordar são comuns. À noite podem surgir ronco, baba no travesseiro, sono agitado e despertares. Crianças podem apresentar olheiras, mastigação de boca aberta, voz alterada, irritabilidade e dificuldade de atenção.

Consequências nos dentes e no rosto

A língua deveria repousar no palato e participar do equilíbrio que molda a arcada superior. Quando fica baixa para permitir a passagem do ar pela boca, o palato pode se tornar estreito e alto, com mordida cruzada, falta de espaço e dentes desalinhados. Crescimento facial mais vertical e mandíbula posicionada para trás também podem ocorrer, especialmente durante fases de desenvolvimento.

Respiração bucal, ronco e apneia

Abrir a boca durante o sono favorece o deslocamento da mandíbula e da língua para trás. Isso pode aumentar o ronco e contribuir para estreitamento da garganta. Contudo, respiração bucal não confirma apneia. Pausas, engasgos, queda de rendimento, sonolência ou dor de cabeça matinal indicam necessidade de exame do sono.

Dra. Tania Tamashiro no consultório da Vila Mariana, em São Paulo

Quem trata o respirador bucal?

O cuidado costuma ser multidisciplinar. O otorrinolaringologista avalia nariz, amígdalas e adenoides. O ortodontista observa largura dos maxilares, mordida, espaço para a língua e padrão de crescimento. O fonoaudiólogo trabalha selamento labial, mastigação, deglutição e postura da língua. Alergista e pediatra podem ser importantes no controle de rinite e saúde geral.

Como é o tratamento

Primeiro é preciso liberar a via nasal quando existe obstrução. Depois, corrigir alterações de arcada e função. Em crianças em crescimento, a expansão do palato pode ser indicada para aumentar a largura da arcada em casos selecionados. O tratamento fonoaudiológico ajuda a consolidar a respiração nasal e a postura correta. Em adultos, o plano depende da estrutura já formada e pode combinar abordagens.

Fita na boca resolve?

Fechar a boca com fita sem confirmar que o nariz está livre pode ser desconfortável e inseguro. A fita não trata rinite, desvio, amígdalas, palato estreito nem apneia. Antes de tentar impedir a abertura dos lábios, investigue por que o corpo está escolhendo respirar pela boca.

Quando avaliar uma criança

Não é necessário esperar todos os dentes permanentes nascerem. Dormir de boca aberta, roncar com frequência, ter mordida cruzada, palato estreito ou dificuldade persistente para manter os lábios fechados justificam avaliação durante o crescimento. A intervenção no momento certo pode ser mais simples do que corrigir alterações consolidadas na vida adulta.

Para saber qual opção faz sentido para você, agende uma avaliação com a Dra. Tania Tamashiro. O consultório fica na Rua Dr. Neto de Araújo, 320 - Sala 608, Vila Mariana, São Paulo - SP, CEP 04111-001. O plano é definido depois da conversa, do exame clínico e, nos casos de ronco ou suspeita de apneia, da análise do exame do sono.

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